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  • 01 Jun 2021
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PRESIDENTE DA REPÚBLICA DEFENDE MUDANÇAS NOS ÓRGÃ...

Luanda - O Presidente da República, João Lourenço, conferiu posse nesta terça-feira, em Luanda, ao novo Ministro de Estado e Chefe da Casa de Segurança do Presidente da República, Francisco Pereira Furtado, a quem exigiu “mudanças radicais" no cadastramento dos efectivos de todos os Órgãos de Defesa e Segurança Nacional.

 

João Lourenço, também Comandante-em-Chefe das Forças Armadas Angolanas, falava na cerimónia de empossamento de novos membros do Executivo, da embaixada de Angola na Federação Russa e do Chefe do Serviço de Inteligência e Segurança Militar, General João Pereira Massano.

 

Na sua intervenção, o Chefe de Estado, recomendou ao Ministro de Estado e Chefe da Casa de Segurança do Presidente da República, "coragem e vontade de mudar radicalmente a metodologia de controlo dos efectivos dos Órgãos de Segurança"  no país.

 

“Tal como no quartel, na parada, quando se chama pelo soldado, o soldado responde presente. Uma das suas missões é chamar pelos efectivos para que todos respondam presente",  sublinhou.

 

Na ocasião recordou que todos aqueles que recebem salários do Estado devem, necessariamente, estar presentes, salientando que a “não  acontecer isso, podemos concluir, imediatamente, que estamos perante um efectivo fantasma".

 

De acordo com o Presidente da República, uma das tarefas do novo Chefe da Casa de Segurança será "limpar todo o efectivo fantasma" que existe nos Órgãos de Defesa e Segurança.

 

O Presidente da República sublinhou que os últimos acontecimentos ocorridos em Luanda demonstram a saída de dinheiros públicos nos bancos, de forma fraudulenta, que estão a engordar o "caranguejo", numa alusão à operação de investigação que possibilitou a apreensão de milhões de dólares e kwanzas, assim como milhares de euros, imóveis, viaturas e outros bens.

 

No âmbito da “Operação Caranguejo”, cujas investigações estão em curso, foi detido o Major das Forças Armadas Angolanas (FAA), Pedro Lussati,. Por outro lado vários Oficiais Generais, com cargos de alta responsabilidade na Casa de Segurança do Presidente da República, foram recentemente exonerados.

 

Neste sentido, o Titular do Poder Executivo defendeu a necessidade de se por fim a tais práticas nocivas, contando também com a colaboração de toda sociedade.

 

Foram igualmente empossados, Paulo Dinis Luvambano, no cargo de Vice-Governador de Cabinda para os Serviços Técnicos e Infra-estruturas, Angelino Mungila Kissonde, como Vice-Governador de Malanje para os Serviços Técnicos e Infra-estruturas e Augusto da Silva Cunha no cargo de embaixador de Angola na Federação Russa.

 

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  • 01 Jun 2021
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MINISTRO DE ESTADO E CHEFE DA CASA DE SEGURANÇA DO...


Ministro de Estado e Chefe da Casa de Segurança do PR defende disciplina nos órgãos de Defesa e Segurança

 

Luanda - O novo Ministro de Estado e Chefe da Casa de Segurança do Presidente da República, Francisco Pereira Furtado, manifestou nesta terça-feira, em Luanda , a intenção de trabalhar com rigor para adequação das estruturas dos Órgãos de Defesa e Segurança . 

 

Francisco Furtado, empossado hoje (terça-feira), pelo Presidente da República, afirmou  que o foco da missão é fazer inicialmente um trabalho profundo de cadastramento físico de todos os efectivos dos Órgãos de Defesa e Segurança Nacional .

 

Abordado pela imprensa no final do acto , o governante disse que a intenção é dar melhor dignidade aos órgãos que servem o país, por forma adequa-los a realidade do país, naquilo  que são os seus deveres e obrigações  funcionais . 

 

Francisco Furtado  realçou que o trabalho é longo .  “temos pouco tempo para executa-ló do ponto de vista da adequação”,  sublinhou .

 

“Vamos começar  a trabalhar, para depois mostrar resultados”,  referiu, prometendo rigor, disciplina , organização e competência, para materialização da sua tarefa . 

 

Francisco Pereira Furtado, General do Exército, que já exerceu as funções de Chefe do Estado Maior General das Forças Armadas Angolanas, substitui Pedro Sebastião, exonerado segunda-feira, por decreto presidencial.

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  • 28 May 2021
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Presidente da República pede desculpas públicas e...

O Presidente da República, João Lourenço, pediu, nesta quarta-feira (26), junto das vítimas dos conflitos e dos angolanos no geral, em nome do Estado angolano, desculpas públicas e perdão, pelo “grande mal” que foram as execuções sumárias naquela altura e naquelas circunstâncias. 

 

Ao discursar, no Palácio Presidencial, em Luanda, no quadro da reconciliação nacional, em memória das vítimas dos conflitos políticos em Angola, entre 11 de Novembro de 1975 e 4 de Abril de 2002, o Chefe de Estado disse que o pedido público de desculpas e de perdão, não se resume a simples palavras.

 

“A intenção reflecte o nosso sincero arrependimento e vontade de pôr fim à angústia que, ao longo destes anos, as famílias carregam consigo, por falta de informação sobre o destino dado aos seus ente-queridos”, destacou.

 

Para o Presidente da República, “não é hora de nos apontarmos o dedo procurando os culpados. Importa que cada um assuma as suas responsabilidades na parte que lhe cabe.

 

João Lourenço fez uma descrição dos acontecimentos de 27 de Maio de 1977, em que um grupo de cidadãos organizados levou a cabo uma tentativa frustrada de golpe de Estado, matando altas figuras do poder instituído, com referência ao antigo ministro Saidy Vieira Dias Mingas, os comandantes Paulo Silva Mun gungu “Dangereux”, José Manuel Paiva “Bula”, Eugénio Veríssimo da Costa “Nzagi”, Eurico Gonçalves e os cidadãos Hélder Ferreira Neto, António Garcia Neto, Cristiano dos Santos e Adelino Recua.

 

Disse que nós próximos dias, o Governo dará início ao processo de localização dos restos mortais (ossadas) dos cidadãos falecidos na altura.

 

Dentre eles, constam, Alves Bernardo Baptista (Nito Alves), Jacob João Caetano (Monstro Imortal), Ernesto Eduardo Gomes da Silva (Bakalof), Sita Maria Dias Valles (Sita Valles), José Jacinto da Silva Vieira Dias Van-Dúnem (Zé Van-Dúnem), António Urbano de Castro (Urbano de Castro), David Gabriel

José Ferreira (David Zé), Artur de Jesus Nunes (Artur Nunes), Pedro Fortunato, Arsénio José Lourenço Mesquita (Sianuk), António Lourenço Galiano da Silva, Domingos Ferreira de Barros (Sabata), de ex-militares da 9a Brigada, de ex-militares do Destacamento Feminino e de ex-militares da DISA, vítimas do 27 de Maio de 1977.

 

Após a exumação, os restos mortais serão entregues 

aos familiares. Serão ainda entregues às respectivas famílias as ossadas de Jeremias Kalandula Chitunda, Elias Salupeto Pena e Adolosi Paulo Mango Alicerces, tombados em combate no conflito pós-eleitoral de 1992.

 

O Chefe de Estado disse que, devido à necessidade da manutenção do sigilo, apenas nos próximos dias serão feitas as primeiras escavações e dados os primeiros passos na materialização do que foi anunciado. 

 

Na cerimónia estiveram presentes os membros do Conselho da República, da Comissão de Reconciliação em Memória das Vítimas dos Conflitos Políticos, líderes das Igrejas e representantes de organizações e da sociedade civil. 

 

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  • 24 May 2021
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Cimeira de Paris recomenda produção de vacinas e...

 O Chefe de Estado angolano, João Lourenço, participou dia 18 deste mês em Paris, na Cimeira sobre a Economia de África, que  recomendou  a  mobilização de financiamento  para a produção de vacinas  contra a COVID-19 no continente africano.

 

No encontro, Angola defenfeu uma mudança na estratégia de produção de vacinas para combater a Covid-19.

 

À margem da Cimeira, o Presidente João Lourenço manteve reuniões separadas de trabalho com homólogos de França, Emmanuel Macron, da África do Sul, Cyril Ramaphosa, e com o primeiro-ministro de Portugal, António Costa, com os quais abordou assuntos de interesse bilateral.

 

 O Chefe de Estado angolano manteve também encontros com o patrono do Instituto Tony Blair Mudança Global, o antigo primeiro-ministro do Reino Unido, e com vários empresários franceses, tendo  nestas audiências abordado os investimentos estrangeiros em Angola, no quadro das reformas em curso no país.


Ao discursar na abertura do evento onde participaram mais de dezena de líderes africanos, o Presidente França, Emmanuel Macron defendeu a necessidade da transferência “imediata” de tecnologia e capacidade intelectual para possibilitar países da África  produzirem vacinas para o combate da pandemia COVID-19.

 

“A Cimeira  para as economias africanas é de carácter urgente  devido à crise sanitária  que o mundo vive actualmente face a pandemia “, afirmou  Emmanuel Macron,  referindo que o continente africano  é o que tem tem menos pessoas vacinadas  contra a COVID-19.

 

O encontro, uma iniciativa do Governo francês, discutiu o relançamento do crescimento das economias dos países africanos, com base no envolvimento dos parceiros internacionais e na criação de um pacote de apoio massivo.

 

O projecto tem a ver com a criação de um pacote massivo de apoio destinado ao continente para superar o choque da pandemia da Covid-19.

 

Visa igualmente o lançamento da base para um novo ciclo de crescimento, que beneficiará os povos africanos, mas que pode ser, também, um motor para toda a economia mundial.

 

Além de dezenas de Presidentes de nações africanas, estiveram presentes na os líderes do Fundo Monetário Internacional (FMI), do Banco Africano de Desenvolvimento, Banco Mundial, da Organização Mundial do Comércio, ONU, União Africana e União Europeia.

 

O FMI estima que os países africanos tenham necessidades de financiamento equivalentes a 450 mil milhões de dólares até 2025, daí a ideia de aumentar a ajuda de emergência a África.

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