Mensagem do Comandante

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Almirante Valentim Alberto António
COMANDANTE DA MARINHA DE GUERRA ANGOLANA

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  • 07 Apr 2023
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PRESIDENTE DA REPÚBLICA CONDECORA COMANDANTE DA MA...

Luanda - As comemorações do 21º aniversário da Paz e da Reconciliação Nacional, cujo ponto mais alto foi assinalado a 4 de Abril último, em Luanda, foram marcadas com outorga de medalhas a diversas individualidades nacionais, dentre eles o Comandante da Marinha de Guerra Angolana, Almirante Valentim Alberto António.

A cerimónia de condecoração foi presidida pelo Presidente da República e Comandante-Em-Chefe das Forças Armadas Angolanas, João Manuel Gonçalves Lourenço, que atribui ao Almirante Valentim António a Medalha do Mérito de 1ª Casse.

A condecoração do Comandante da MGA e outras individualidades militares e civis contempladas é uma forma de reconhecimento público da Pátria pelos seus feitos por Angola e pelos angolanos ao longo de várias etapas que marcaram a história do país.

Com a mesma medalha foram também condecorados os antigos Comandantes da Marinha de Guerra Angolana, os Almirantes Augusto da Silva Cunha “Gugu” e Francisco José “Chico Zé”.

Os Almirantes na reforma Gaspar Santos Rufino e Feliciano António dos Santos “Paxi”, foram galardoados com a Ordem do Mérito Militar do 2º Grau .

A título póstumo póstumo, foi igualmente condecorado o General Jorge Manuel dos Santos “Sukissa” com a Ordem do Mérito Militar do 1º Grau.

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  • 17 Mar 2023
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O NÓ DE NELSON

A massa da Terra é de, aproximadamente, 6,6 sextilhões de quilos. O volume é de cerca de 1 trilhão de quilómetros cúbicos. A área de superfície total da Terra é de cerca de 197 milhões de quilómetros quadrados. O mar tem 361 milhões de quilómetros quadrados, que correspondem a 71% da superfície terrestre.

O mar possui uma relevante importância quanto à sua potencialidade de natureza económica, política, militar e bem-estar.

Os homens sempre procuraram descobrir o que havia no mar, ou para além dele.

A partir do momento em que foram constatadas as suas vantagens para a vida do homem, tais como as facilidades de transporte e as fontes de alimentos, os povos passaram a viver intimamente ligados ao mar e transferiram-se para as regiões litorâneas.

Aqueles que se arriscavam a navegar desenvolveram tecnologias e ferramentas de navegação, passando tempo demais no mar e aprenderam a viver no ambiente confinado das embarcações e, depois, dos navios.

Estes indivíduos, os homens do mar, sempre possuíram características específicas, e a cultura naval surgiu com muitas tradições, que até hoje, em todas as marinhas do mundo, estão presentes e são cultivadas.

A tradição naval foi criada através do espírito colectivo dos tripulantes, que precisam e sempre precisaram unir-se para vencerem os desafios de navegar, além de vencerem o inimigo no mar e as intempéries da natureza para chegarem aos seus destinos.

No que se referente à Armada (nome designado à Marinha de Guerra), que surgiu quando os homens, ao identificarem as riquezas dos rios e dos oceanos para suas civilizações, sentiram a necessidade de defendê-las, além de características militares (tais como coragem, patriotismo, disciplina e hierarquia), encontra-se o modo típico de vida a bordo, com costumes que forjaram a mentalidade marítima. Tais costumes estão presentes nas linguagens, nas cerimónias e nos uniformes dos marinheiros.

A Inglaterra, cercada pelo Oceano Atlântico, está situada em uma das ilhas britânicas, a Grã-Bretanha, que é parte do Reino Unido. Esta nação sempre dependeu do mar para desenvolver-se.

Ela é uma das maiores e mais importantes civilizações que tiveram o mar presente na vida de seus habitantes e cultivaram tradições navais, expandindo-as ao resto do mundo.

Várias guerras e batalhas marítimas atravessam sua história.

Considera-se de máxima importância o domínio marítimo através da actuação do Reino Unido na Primeira Guerra Mundial, período em que a Marinha Real Britânica era a maior e mais poderosa força, a qual decidiu a guerra, após uma acirrada disputa com a Marinha alemã.

A supremacia britânica no mundo iniciou no final do século XVII e durou até meados do século XX.

Ao falarmos do “nó de Nelson”, é-nos obrigatório falarmos do Vice-almirante Horatio Nelson (1758-1805), que foi um oficial da Marinha Real Britânica, que representou honrosamente o espírito de um marinheiro ao longo da sua vida, um exímio nauta, um homem que nasceu para o mar e, através dele, se tornou exemplo para a humanidade.

Lord Nelson, o grande responsável pela derrota de Napoleão Bonaparte, que deu origem ao símbolo do Corpo da Armada, que está presente, principalmente, nas platinas nos ombros dos Oficiais da Marinha de várias nacionalidades.

Almirante inglês, nascido em Burnham Thorpe, Norfolk, considerado herói nacional do Reino Unido por sua originalidade no campo da estratégia e da táctica naval, e com suas vitórias nas batalhas do Nilo e de Trafalgar, que impediram a expansão do poder napoleónico. Órfão de mãe, foi levado à Marinha por um tio.

O grande influente da Armada e considerado um dos maiores comandantes militares e estrategistas do mar de todos os tempos, desde muito jovem, integrou a Marinha e foi criado em navios e acostumou-se com o mar, aprendendo todos os seus segredos.

Ao longo da sua carreira, perdeu o seu olho direito numa batalha, recebeu um tiro em seu cotovelo, que causou a amputação de seu braço direito e manteve uma forte fé cristã durante toda a sua vida.

Sua liderança inspiradora, compreensão da estratégia e tácticas não convencionais trouxeram uma série de vitórias navais britânicas decisivas durante a Revolução Francesa e as Guerras Napoleónicas. Ele é amplamente considerado como um dos maiores comandantes navais da história.

Seu sinal pouco antes do início da batalha, "A Inglaterra espera que cada homem cumpra seu dever", é regularmente citado e parafraseado.

Horatio Nelson era um homem voluntarioso, obcecado pelo mar, um marujo que amava sua pátria mais que a própria vida, e, sobretudo, um homem que acreditava em si mesmo. As características exemplares de Lord Nelson influenciaram marinheiros no mundo todo e deixaram um legado eterno para a Armada.

Nelson foi um estrategista audacioso, um líder que, em tempo de guerra, sutilmente burlou a hierarquia, sem desrespeitá-la, chamando para si a responsabilidade decisória de comandar ataques a frotas inimigas, partilhando da opinião de subalternos em questões tácticas.

Sua liderança, capacidade de conquistar o respeito e o afecto de toda a sua tripulação, bravura e ousadia no combate diferenciavam-no de outros heróis navais, uma vez que somente Nelson combinava todas essas qualidades em uma só personagem.

Uma virtude que o destacava era que, além de audacioso e entusiasta, o almirante inglês possuía um carisma diferenciado, com grande habilidade de relacionamento interpessoal.

Sua tripulação gostava dele e confiava nele, e a união que proporcionava no ambiente de bordo tornava o grupo imbatível.

Embora a disciplina tradicional fosse utilizada nos seus navios, Nelson gerou entusiasmo em suas tripulações, a maioria forçada a servir no mar, por causa de suas vitórias, frases de efeito e boas condições providas aos seus marinheiros. Todos, do Comandante ao mais moderno, conheciam seu plano, serviam à causa e cumpriam seu dever

Vários países aliados à Inglaterra inspiraram-se no herói inglês e adoptaram suas tradições, que se perpetuam, entre outros aspectos, em seus uniformes.

A título de exemplo, citamos, dentre outras, as Marinhas de Angola, Austrália, Brasil, Canadá, Moçambique, Noruega e Portugal.

Existem, também, diversas influências de Nelson em frases para motivar seus subordinados, o qual as mostrava em sinais de bandeiras. Dentre elas, a mais célebre ocorreu na Batalha de Trafalgar, quando da sua aproximação às linhas de navios inimigos, mandou içar o sinal nos mastros do “Victory” a frase: “A Inglaterra espera que cada um cumpra o seu dever”.

A “Armada”, além das características militares, tais como coragem, patriotismo, rigorosa disciplina e hierarquia, tenacidade, estoicismo, coesão e espírito de corpo, encontra-se o modo típico de vida a bordo, com costumes e hábitos que forjam a mentalidade marítima, visíveis, nas linguagens, cerimónias e nos uniformes dos marinheiros.

Actualmente, nos uniformes da Armada, o mais alto galão no punho das fardas dos oficiais é terminado por uma volta que, segundo a tradição, lembra o arremate que o Almirante Nelson fez em um botão de sua farda para prender a manga solta devido à falta do braço perdido na batalha de Santa Cruz de Tenerife, que originou a insígnia conhecida como “nó de Nelson”. A Marinha de Guerra Angolana adotou o símbolo e, também, nos uniformes dos nossos marinheiros, a gola de fundo azul lembra o mar e recebeu três faixas brancas, as “alcaixas”, que representam as três vitórias do Lord Nelson contra a esquadra francesa.

A cultura naval inglesa glorificou-as nas golas dos marujos para que sempre se lembrem da importância do cumprimento do dever, como compromisso a ser assumido por cada um e em prol de todos.

As guerras podem terminar, mas enquanto houver a necessidade da defesa naval no território marítimo, protecção das vias marítimas e fluviais navegáveis, enquanto persistir a pirataria marítima, contrabando, tráfico de seres e órgãos humanos, de armas ligeiras e de pequeno calibre, enquanto houver perigo a ser enfrentado ou dever a ser cumprido à custa dos marinheiros, estes extrairão inspiração do nome e dos feitos do Vice-almirante Nelson.

“A PÁTRIA AOS SEUS FILHOS NÃO IMPLORA. ORDENA!

Famoso sinal em bandeiras emitido por Nelson durante a Batalha de Trafalgar, onde se lê: “England expects that every man will do his duty”  (“A Inglaterra espera que cada homem cumpra seu dever”).

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  • 04 Feb 2023
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TERMINOU EXERCÍCIO OBANGAME EXPRESS 2023

Luanda –  O Exercício militar  Obangame Express 2023 que decorreu de 23 de Janeiro, a 02 de Fevereiro , terminou com  a realização  de uma cerimónia oficial de encerramento, decorrida nesta sexta-feira (3), na Base Naval de Luanda, sob orientação do Estado-Maior da Marinha de Guerra Angolana (MGA), Vice-Almirante Manuel Ferreira de Jesus.

 

Ao intervir no acto, em representação do Comandante da MGA ,Vice- Almirante , Manuel de Jesus afirmou que o Exercício  teve como objectivo melhorar a segurança marítima, no Golfo da Guiné e no Oceano Atlântico.

 

A manobra militar Obangame Express 2023, decorreu em simultâneo em todos os países que fazem parte da arquitetura de Yaoundé (Camarões), cuja sede e o Estado Maior está  baseada em Lagos, Nigéria.

 

O dirigente informou que no Exercício, este ano, participaram 27 países de de África, quatro da Europa e três da  América .

 

Por sua parte, o porta-voz do Exercício, Capitão de Corveta José Prazeres Baba explicou que a manobra visou exercitar os acordos internacionais, inter-regionais e regionais, bem como o código de conduta de Yaoundé, no âmbito da segurança marítima no Golfe da Guiné.

 

De acordo com  o porta-voz, os resultados do Exercício foram alcançados na ordem de 100 por cento das acções planificadas pela organização .

Foram realizadas manobras militares em terra e no mar. Angola participou com efectivos da  Força Aérea Nacional, Polícia Nacional, do Serviço de Migração e Estrangeiro,  ministério da Saúde, entre outros.

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  • 14 Oct 2022
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CHEFE DE ESTADO ANGOLANO RECONHECE EXPERIÊNCIA DO...

Luanda - O Presidente da República e Comandante-em-Chefe das Forças Armadas Angolanas, João Lourenço, reconheceu  esta sexta-feira, a experiência profissional do novo Comandante da Marinha de Guerra Angolana (MGA), Almirante Valentim Alberto António. 

O Chefe de Estado angolano que falava no acto de posse do responsável máximo deste Ramo militar das FAA, disse que o Almirante Valentim António é “um quadro experiente, com uma carreira invejável”.

O Presidente João Lourenço, reafirmou o empenho do Executivo em conferir a Marinha de Guerra Angolana  uma capacidade naval operacional suficiente, e colocá-la ao nível dos desafios do momento face à longa costa  marítima que o país possui.

"Contamos consigo no projecto de reequipamento da Marinha, com vista a colocá-la à altura dos grandes desafios de um país que tem milhares de quilómetros de costa marítima", referiu .

Ainda hoje ( sexta-feira) , o Comandante da MGA foi apresentado  aos quadros e efectivos do Ramo no Comando daquela instituição militar, em acto orientado pelo Chefe do Estado-Maior General Adjunto das Forças Armadas Angolanas para Educação Patriótica, General João António Santana .

O novo Comandante da Marinha de Guerra Angolana foi nomeado no passado dia 10, por decreto presidencial.

O  Almirante Valentim António substituiu o General  Jorge Manuel dos Santos “Sukissa”, falecido por doença,  em Julho passado .

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REVISTA MARINHA

A Revista Militar, órgão do Estado-Maior General das Forças Armadas Angolanas, acaba de sair com um número especial dedicado ao 20º aniversário das FAA, comemorado no dia 9. A revista, ausente das bancas há vários meses, tem uma entrevista ao general Sousa e Santos “Disciplina”, chefe adjunto do Estado-Maior General para a Educação Patriótica.

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