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  • 27 Jun 2021
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PRESIDENTE JOÃO LOURENÇO DEFENDE FIM DO EMBARGO DE...

O Presidente da República, João Lourenço, defendeu , no passado dia 23 (quarta-feira), em Nova Iorque, Estados Unidos, o levantamento do embargo de armas que pesa sobre o Governo legítimo da República Centro Africana (RCA).

 

Ao discursar sobre a situação de paz e segurança na RCA,  na qualidade de Presidente em Exercício da Conferência Internacional sobre a Região dos Grandes Lagos (CIRGL), João Lourenço exortou o Conselho de Segurança da ONU a ser justo com um país que se sente fragilizado por uma medida que já não se coaduna com a actual situação vigente naquele país da África Central.

 

“Defendemos o fim do embargo de armas que impede, há vários anos, as autoridades da RCA de criarem capacidade de defesa para as suas Forças Armadas”, exprimiu  o Presidente João Lourenço, afirmando que “enquanto o país conta com a presença dos efectivos da MINUSCA e de outras forças estrangeiras no terreno, é a altura adequada de se ajudar a República Centro Africana a formar as suas Forças de Defesa e Segurança”.

 

“Todos os Estados têm o direito inalienável de criar capacidade própria de se defender de ameaças internas e externas, capacitando as suas Forças Armadas com os homens, armamento e equipamentos à altura das suas necessidades e capacidades, salvo se existirem fortes razões objectivas que levem à comunidade internacional, através do Conselho de Segurança, a cercear-lhe esse direito”, sublinhou.

 

O Presidente João Lourenço é de opinião que o Conselho de Segurança da ONU deve prestar maior atenção  e com mais justiça  na situação vigente na RCA. Para o Chefe de Estado, a decisão do embargo de armas tomada pelo Conselho de Segurança, que impossibilita o Governo da RCA de  adquirir equipamento militar, foi tomada numa conjuntura em que era apropriada e necessária naquela altura, bem diferente da actual.

 

Para o Chefe de Estado angolano, passaram-se anos e o quadro mudou, não sendo realista considerar que as mesmas razões que justificaram tal medida, no passado, ainda prevaleçam na actual conjuntura, “se tivermos em conta o facto de que o actual Governo foi legitimado nas urnas das últimas eleições gerais, reconhecidas pela comunidade Internacional”. “Estaremos a passar uma mensagem errada a Comunidade Internacional, que está a trabalhar pelo desarmamento, desmobilização, reintegração e repatriamento dos integrantes dos grupos armados, for a mesma a impedir a construção de verdadeiras Forças Armadas, à altura dos desafios do País e da conturbada Região”, sublinhou o Chefe de Estado.

 

O Presidente João Lourenço  referiu ainda que nesta altura em que o terrorismo internacional transferiu o seu epicentro do Médio Oriente para África, agravado com o facto de se ter decidido pela expulsão dos mercenários e combatentes estrangeiros da Líbia sem que tivessem sido desarmados, acompanhados e repatriados, a situação  pode exacerbar a proliferação do terrorismo e incrementar a ameaça à paz e à estabilidade na região do Sahel e dos países da África Central e Austral.

 

“É imperioso que os Estados adquiram a capacidade de se defenderem desta ameaça real. O Exército de mercenários fortemente equipados, que percorreu milhares de quilómetros em direcção à Djamena, teria continuado o seu percurso destruidor caso o Tchad não tivesse investido nas suas Forças Armadas, o que só vem confirmar a tese da necessidade de termos Estados fortes no domínio da Defesa e Segurança”, disse o líder da (CIRGL).


O  Chefe de Estado destacou ainda importância das autoridades da RCA trabalharem no sentido de neutralizar as Forças Internas que apostam em deteriorar as boas relações com as Nações Unidas e com influentes membros do Conselho de Segurança, com quem se deve trabalhar no espírito de parceria e de respeito mútuo, na defesa da paz e segurança dos países.

 

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  • 25 Jun 2021
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ESTUDANTES MILITARES ANGOLANOS NA RÚSSIA RECEBERAM...

Três estudantes militares angolanos na Rússia, que finalizaram recentemente os cursos de Logística e de Serviço Aplicado de Aptidão Física e Desporto, receberam Diplomas Vermelhos e Medalhas de Ouro.  

Os estudantes finalistas Subtenente Francisco Ezequiel, do Exército, os Tenentes de Corveta Afonso Fernando Silva na especialidade de Logística e Gildo Luís André na especialidade de Serviço Aplicado de Aptidão Física e Desporto da Marinha de Guerra Angolana, receberam Diplomas Vermelhos e Medalhas de Ouro no Instituto Superior Técnico-Material da Cidade de Volsk da Federaç ão Russa

Durante os seus percursos académicos, os referidos estudantes militares obtiveram 20 valores em todas as provas, do primeiro ao último ano de formação.

Os licenciados receberam os seus Diplomas das mãos do Vice-Ministro da Defesa da Federação Russa, General – Bulgakov, numa cerimónia que teve lugar naquele país no dia 19 de Junho do ano em curso.

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  • 09 Jun 2021
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LÍDERES DA CEEAC RECOMENDAM DIÁLOGO ENTRE O CONSE...

Brazzaville- A Cimeira de Chefes de Estado e de Governo da Comunidade Económica dos Estados da África Central (CEEAC), realizada a 5 do corrente mês, em Brazzaville (Congo), que contou com a participação do Presidente Angolano João Lourenço, recomendou aos representantes do Conselho de Transição e às forças rebeldes a manterem o diálogo com vista a estabelecer a paz e a segurança naquele país.

Segundo os Chefes de Estado e de Governo participantes ao evento a via do dialogo é a única forma de reconciliar a nação Tchadiana.

Os líderes da CEEAC, decidiram apoiar financeiramente o processo de transição no Tchad, sem no entanto ter sido determinado o valor monetário para as contribuições.

O Presidente do Congo, Denis Sassou Nguesso, também líder da CEEAC, deverá realizar demarches junto dos Estados-membros para angariar o financiamento.

Quanto à situação do mercenarismo que se regista naquela região, a Cimeira da CEEAC manifestou “grande preocupação” em relação à questão.

Os Chefes de Estado e de Governo da África Central, sublinharam que o que aconteceu no Tchad (morte do Presidente Idriss Deby Itno), é a consequência da acção dos mercenários que se encontram na Líbia, e solicitaram aos Estados-membros a adoptarem, no mais curto espaço de tempo, a Convenção da União Africana sobre o mercenarismo. 

A situação no Tchad agudizou-se no final de Abril, na sequência da morte do Presidente reeleito Idriss Déby Itno, que não resistiu aos ferimentos contraídos em combate contra as forças opositoras armadas no Norte do país.

Idriss Déby Itno morreu um dia depois de ter sido declarado vencedor das eleições presidenciais de 11 de Abril.

Devido à esta situação, um Conselho Militar de Transição assumiu a gestão dos assuntos do país no princípio do mêsde Maio, criando um Governo de Transição que deverá conduzir o país até à realização de novas eleições.

A CEEAC conta com 11 países membros, nomeadamente, Angola, Burundi, Camarões, República Centro-Africana, Congo, RDC, Gabão, Guiné Equatorial, Ruanda, São Tomé e Príncipe e o Tchad.

Consta dos propósitos da organização, cooperar para a promoção do desenvolvimento industrial na África Central, bem como de intercâmbio no domínio dos transportes e comunicações, na união dos bancos comerciais e na criação de um fundo de desenvolvimento da Região.

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  • 09 Jun 2021
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CEMG ENCABEÇA DELEGAÇÃO ANGOLANA À CONFERÊNCIA DA...

Brazzaville-A Cimeira dos Chefes de Estado e de Governo da Comunidade Económica dos Estados da África Central (CEEAC), realizada a 5 deste mês em Brazzaville (República do Congo), foi antecedida de um encontro a nível militar, onde a delegação Angolana foi encabeçada pelo Chefe do Estado Maior General das Forças Armadas Angolanas, General de Exército, AntónioEgídio de Sousa Santos “Disciplina”.

Integraram a comitiva Angolana que participou de 1 a 4 de Maio nas sessões de trabalho, o Comissário Geral Paulo de Almeida, Comandante Geral da Polícia Nacional, o Embaixador de Angola naquele país, Miguel César Domingos Bembe, bem como Oficiais Generais, Comissários eSuperiores dos Órgãos de Defesa e Segurança.

No encontro, que antecedeu a sessão especial da Conferência de Chefes de Estado e de Governo da CEEAC no âmbito do Conselho de Paz e Segurança da África Central, foi analisada a situação política e de segurança na República do Tchad.

A Cimeira Extraordinária de Chefes de Estado e de Governo do COPAX da CEEAC, foi convocada por Denis Sassou Nguesso, Presidente da República do Congo e líder em exercício da OrganizaçãoRegional.

Estiveram presentes altos responsáveis de Angola, Burundi, Congo Democrático, Camarões, República Centro Africana, Congo, Gabão, Guiné Equatorial, Ruanda e Tchad, apoiados por uma Comissão da Organização.

A Cimeira, é a instância superior do COPAX, e nesta primeira sessão especial, foram realizadas três sessões de trabalho, sendo a de peritos dos Chefes de Estado Maior e Comandantes de Polícia, da Gendarmerie e a de Ministros, que compõem as Relações Exteriores, Defesa, Interior, Segurança, Forças Armadas e Comandantes de Polícia.

Os Chefes de Estado e de Governo emitiram uma Declaração sobre a situação política e de segurança no Tchad e decidiram apoiar o processo de transiçãopacíficanaquele País. 

Recomendaram ainda a criação de um mecanismo para a luta contra o mercenarismo na região da África Central.

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