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  • 26 Nov 2022
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M23 ACEITA CESSAR-FOGO NA RDC

Luanda – O M23, movimento rebelde que actua no Leste da República Democrática do Congo (RDC), aceitou esta sexta-feira o cessar-fogo decidido na mini-cimeira regional realizada quarta-feira na capital angolana, Luanda.

Numa declaração oficial a que a ANGOP teve acesso, a direcção do Movimento de 23 de Março (M23) declara que "aceita o cessar-fogo nos termos recomendados pelos Chefes de Estado" reunidos na mini-cimeira de Luanda.

De acordo com as decisões saídas da mini-cimeira de Luanda, o prazo para a cessação das hostilidades dos grupos armados no Leste da RDC, particularmente os ataques do M23, terminou esta sexta-feira, 25, às 18h00 horas locais.

Na sua nota, o M23 solicita um encontro com o mediador da União Africana (UA) e chefe de Estado angolano, João Lourenço, e com o facilitador da Comunidade dos Estados da África Oriental (EAC), Uhuru Kenyatta, ex-presidente da República do Quénia.

A mini-cimeira de Luanda decidiu que todos os grupos armados que operam no leste da RDC devem cessar as hostilidades, em geral, e em particular os ataques do M23.

Depois de cessar os seus ataques contra as Forças Armadas Congolesas (FARDC) e a Missão da ONU no país (MONUSCO), o M23 deve igualmente retirar-se incondicionalmente das posições que ocupa actualmente.

Em caso de recusa, seria autorizado o uso da força pela EAC para “induzir” a sua rendição, refere o comunicado final da reunião da capital angolana.   

O encontro realizado por iniciativa de João Lourenço, enquanto medianeiro da União Africana (UA), decidiu ainda a continuação do pleno desdobramento da Força Regional da EAC nas províncias orientais do Kivu-Norte e Kivu-Sul.

Foi também determinada a cessação de todo o apoio político-militar ao M23 e a todos os demais grupos armados locais e estrangeiros que operam no leste da RDC e na região, incluindo as FDLR-FOCA, a RED-TABARA, a ADF e outros, que devem depor imediatamente as armas e iniciar o seu repatriamento incondicional conforme o caso.  

As Forças Democráticas para a Libertação do Rwanda (FDLR) são um grupo rebelde rwandês instalado no leste da RDC tal como o burundês RED-TABARA (Resistência para um Estado de Direito no Burundi) e o ugandês ADF (Forças Democráticas Aliadas).  

Cinco dias depois do fim das hostilidades, terá início o desarmamento e o acantonamento do M23 em território congolês sob o controlo das FARDC, da Força Regional e do Mecanismo de Verificação Ad hoc do Roteiro de Paz de Luanda com a colaboração da MONUSCO.

O documento saído da minicimeira de Luanda foi assinado pelo Presidente João Lourenço e pelos seus homólogos da RDC e do Burundi, respectivamente Félix Antoine Tshisékédi e Évariste Ndayishimiye.

Assinaram igualmente o comunicado final o ministro rwandês dos Negócios Estrangeiros e Cooperação Internacional, Vincent Biruta, em representação do chefe de Estado do Rwanda, Paul Kagamé, e o antigo presidente queniano, Uhuru Kenyatta.

Este último participou no encontro como facilitador designado pela EAC para a implementação do Processo de Nairobi para a paz no leste da RDC.

A reunião contou igualmente com a participação, na qualidade de convidados, da representante especial do presidente da Comissão da UA, Michelle Ndiaye, do secretário executivo da Conferência Internacional sobre a Região dos Grandes Lagos (CIRGL), João Samuel Caholo, e do  Comandante do Mecanismo de Verificação Ad hoc do Roteiro de Luanda, Tenente-general Nassone João.

Para avaliar a implementação das decisões tomadas, os chefes de Estado decidiram convocar uma nova mincimeira a ter lugar, brevemente,  na capital burndesa, Bujumbura, segundo ainda o comunicado final.

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  • 25 Nov 2022
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MINICIMEIRA DETERMINA RENDIÇÃO INCONDICIONAL DO M2...

Luanda – A minicimeira regional desta quarta-feira, em Luanda, decidiu usar a força para a rendição dos rebeldes do M23 na República Democrática do Congo (RDC) se estes não cessarem as hostilidades nem abandonarem as suas posições até sexta-feira, 25.

Segundo o comunicado final do encontro, os rebeldes do Movimento de 23 de Março (M23) devem liberar todos os territórios que ocupam actualmente e regressar às suas posições iniciais.

Em caso de recusa, os chefes de Estado e de Governo da Comunidade dos Estados da África Oriental (EAC) orientarão o uso da força “para induzi-los a render-se”, refere o documento lido pelo ministro angolano das Relações Exteriores, Téte António.

O encontro cimeiro de Luanda teve como principal objectivo estabelecer um calendário para a implementação de “acções prioritárias” para a cessação das hostilidades e a retirada imediata do M23 das localidades congolesas ocupadas.

Expressou a sua preocupação pelo agravamento da insegurança e das acções militares persistentes do M23, depois de este adquirir armas “cada vez mais sofisticadas” e outros meios para realizar ataques contra as Forças Armadas da República Democrática do Congo (FARDC).

Os chefes de Estado presentes no encontro consideraram que a persistência de forças negativas e terroristas na região leste da RDC constitui uma ameaça à paz, à segurança e à estabilidade na sub-região.

Por isso, decidiram a cessação das hostilidades em geral e em particular dos ataques do M23 contra a FARDC e a Missão das Nações Unidas no país (MONUSCO) bem como o cumprimento integral das  decisões anteriores tomadas em Luanda, Nairobi e Bujumbura.

Decidiram igualmente a cessação de todo o apoio político-militar ao M23 e a todos os outros grupos armados locais e estrangeiros que operam no leste da RDC e na região dos Grandes Lagos, incluindo a FDLR-FOCA, RED-TABARA, ADF e outros.

Todos estes grupos armados que operam em território congolês deverão depor “imediatamente as armas” e iniciarão o seu repatriamento incondicional nos termos do Processo de Nairobi, com o apoio da MONUSCO, do Mecanismo de Verificação Ad-Hoc do Processo de Luanda e da Força Regional da EAC.

O desarmamento e acantonamento do M23 em território congolês sob o controlo das FARDC, da Força Regional e do Mecanismo de Verificaçao Ad-Hoc, com a colaboraçào da MONUSCO faz parte igualmente das decisões tomadas.

Retomada do diálogo RDC-Rwanda

A minicimeira de Luanda decidiu ainda a retomada do diálogo entre a RDC e o Rwanda, visando a normalização  das suas relações diplomóticas e o relançamento da cooperação entre os dois Estados vizinhos.

Apelou à comunidade Internacional a  prestar assistência  humanitária às centenas de milhares de pessoas deslocadas das áreas afectadas pela guerra na província do Kivu-Norte, no leste da RDC.

O encontro enalteceu o engajamento activo do Presidente João Lourenço na resolução da crise de segurança no  leste da RDC.

Além do Presidente João Lourenço, a mini-cimeira de Luanda contou com a presença dos seus homólogos do Burundi e presidente em exercício da EAC, Évariste Ndayishimiye, e da RDC, Félix-Antoine Tshisekedi Tshilombo.

Estiveram igualmente presentes o  ministro dos Negócios Estrangeiros e Cooperação Internacional do Rwanda, Vincent Biruta; o ex-Presidente do Quénia e facilitador da paz para a RDC designado pela EAC, Uhuru Kenyatta, e a representante especial do presidente da Comissãoo da União Africana (UA), Michelle Ndiaye.

O secretário executivo da Conferência Internacional sobre a Região dos Grandes Lagos (CIRGL), João Samuel Caholo, e o comandante do Mecanismo de Verificação Ad-Hoc, tenente-general Nassone João, estiveram também entre os convidados ao encontro.

Burundi acolhe próxima minicimeira

De acordo com o comunicado final, o Burundi vai acolher a próxima minicimeira regional sobre a situação na República Democrática do Congo (RDC), para avaliar a implementação das decisões saídas do encontro desta quarta-feira, em Luanda, sobre a cessação das hostilidades na fronteira com o Rwanda.

A reunião da capital burundesa, Bujumbura, a realizar-se em data a anunciar, vai basear-se num relatório sobre o grau de cumprimento do acordo de cessação das hostilidades no leste da RDC.

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  • 22 Nov 2022
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PR FELICITA SELEÇÃO NACIONAL DE ANDEBOL

Luanda - O Chefe de Estado angolano, João Lourenço, felicitou nesta segunda-feira, a Seleção Nacional de Andebol feminino, pela vitória obtida no Campeonato Africano da modalidade, disputado recentemente no Senegal.

“Felicito em meu nome e no de todo o povo angolano, o conjunto  Nacional que soma assim o seu décimo quinto triunfo naquele escalão”, lê-se na mensagem.

João Lourenço refere que a conquista enche a todos os angolanos de alegria e é, claramente, a demonstração do que somos capazes quando trabalhamos de modo organizado e determinado. 

Exortou a todos os que trabalharam para este triunfo, dentro e fora da quadra de jogos, a prosseguirem por este caminho para que  se continua somar vitórias no futuro.

Na missiva João Lourenço sublinha que a vitória da Seleção desperta e a estimula  a Juventude, a vontade de servir com brio a Nação em todas as frentes .

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  • 20 Nov 2022
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DIRIGENTE CUBANO CONGRATULA BRAVURA DOS HERÓIS DA...

Cuito Cuanavale – O vice-ministro das Forças Armadas Revolucionárias de Cuba, general Joaquim Quintas Solas, enalteceu, sexta-feira, a persistência dos heróis angolanos e cubanas na Batalha do Cuito Cuanavale, que culminou com o derrube do regime do "apartheid" na África do Sul.

O general cubano fez este reconhecimento no final da visita efectuada ao município do Cuito Cuanavale, província do Cuando Cubango, onde rendeu homenagem aos heróis cubanos e angolanos que contribuíram para a queda do regime do "apartheid", a 23 de Março de 1988.

O vice-ministro das Forças Armadas Cubanas reconheceu que, para além das duas forças, a população deste município desempenhou grande apoio, que permitiu ganhar essa histórica batalha decisiva contra o regime de segregação racial, denominado "apartheid", que vigorava na África do Sul.

Afirmou, ainda, que a vitória na Batalha do Cuito Cuanavale contribuiu para a independência da Namíbia e, consequentemente, a libertação da África Austral, bem como, selou para sempre, a amizade e irmandade, entre os povos de Angola e de Cuba.

“Conseguiram uma verdadeira liberdade e independência que tanto sonharam as gerações de africanos. Glória eterna aos heróis e mártires, aos homens e mulheres que sacrificaram as suas vidas pelo bem-estar dos seus povos”, concluiu.

Do conjunto escultórico estacionado na praça do memorial sobre a Batalha do Cuito Cuanavale destaca-se o monumento dos soldados que é uma escultura em bronze com 21,5 metros de altura e peso de 110 toneladas, feita a partir de protótipo existente com 7 metros de altura e está ilustrada com dois soldados sendo um angolano e outro cubano, em representação da solidariedade e amizade, entre os dois povos.

Outra peça é o monumento da bandeira, com 55 metros de altura e 100 metros quadrados de área útil, revestido de pedras graníticas e elementos de bronze.

O monumento representa uma arma envolvida pela Bandeira Nacional, possuindo um miradouro no seu “Ponto de Mira” com acesso principal feito por elevador.

Do Miradouro é possível vislumbrar a plenitude da vila heróica, bem como a confluência dos rios Cuito e Cuanavale que dão nome ao município, assim como o “triângulo do tumpo” que é o principal epicentro das operações militares.

Inaugurado em Setembro de 2017, pelo então presidente de Angola, José Eduardo dos Santos, o Memorial à Vitória na Batalha do Cuito Cuanavale, construído numa área de 3,5 hectares, foi erguido com o intuito de eternizar o sacrifício dos angolanos e cubanos na defesa da pátria angolana.

Foi a derrota do exército racista sul-africano no Cuíto Cuanavale e a posterior capitulação do regime do "apartheid" que tornaram possível a implementação da Resolução 435/78 do Conselho de Segurança das Nações Unidas, na base da qual se efectivou a Independência da Namíbia e a libertação de Nelson Mandela.

Participaram da visita o secretário de Estado dos Antigos Combatentes e Veteranos da Pátria, almirante José Maria de Lima, a embaixadora de Cuba em Angola, Esther Gloria Armenteros Cárdenas. entre outras individualidades.

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